“No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se… Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.
“Abre a janela para a vida, menina. Estaciona o seu coração na alegria. Vai ver o dia, e se entrega ao amor, planta no teu jardim, flor. Deixa de ser vazia. Saia por aí, navegando, descubra mundos, viva sonhando. Seja lagarta, que saí do casulo e vira borboleta, sem o menor medo do que aconteça. Ou melhor, vire pássaro, voe, flutue, vá para longe das preocupações, e nunca esqueças, que tem sorrisos, e que neste rosto, eles venham à florescer sempre que a tristeza venha à ti comparecer.
“— Quem não procura, não sente falta.
— Engano seu. A saudade é grande, mas o orgulho é ainda maior.